As fraturas do colo do fêmur são muito comuns dentre os pacientes idosos. Sabemos que devido ao tipo de circulação sanguínea na cabeça femoral, o risco de osteonecrose ou pseudo-artrose (não “colar”) é muito grande. Dessa forma o tratamento preconizado para esse casos é artroplastia, podendo ser prótese parcial ou total de quadril. Venho neste texto trazer novos dados sobre o tema.
A revista científica THE JOURNAL OF ARTHROPLASTY publicou estudo realizado sobre as diferenças e semelhanças entre os dois tipos de prótese e identificar qual dessas opções seria a melhor para tratar fraturas patológicas do colo do fêmur, se prótese parcial ou total de quadril. Fraturas patológicas do colo do fêmur são aquelas relacionadas a osteoporose grave ou tumores (ex. metástases de câncer no osso). No estudo, atuaram em conjunto o Brigham and Women’s Hospital (Boston), Icahn School of Medicina t Mount Sinai (New York), Massachusetts General Hospital (Boston), Harvard Medical School (Boston) e Beth Israel Deaconess Medical Center (Boston).
Foram comparados 116 casos de prótese parcial e 48 casos de prótese total. A hemiartroplastia (prótese parcial) e a total são consideradas excelentes opções para o tratamento de fratura do colo do fêmur.
Estudos já apontaram previamente que a hemiartroplastia possui algumas vantagens:
1- Menor tempo de cirurgia. Isso é benéfico aos pacientes, pois necessitam menos anestésico e ficam menos tempo com a ferida operatória exposta (o que pode aumentar o risco de infecção).
2- Menor perda Sanguínea. Como esse tipo de prótese não necessita da fresagem do acetábulo, o sangramento é bem menor.
3- Menor taxa de luxação. A hemiartroplastia preservad mais estruturas, deixando a prótese mais estável.

Por outro lado, a prótese total também possui algumas vantagens importantes quando comparada com a parcial:
1- Menor taxa de reoperações. Ou seja, ela tem um resultado excelente e permite que os pacientes não precisem trocar a prótese precocemente.
2- Melhor função. Como toda a superfície articular é substituída, a mobilidade é otimizada.
3- Maior Satisfação dos pacientes. Após análise de scores de satisafação, notou-se que aqueles com prótese total estavam mais satisfeitos com a cirurgia.
Nesse estudo em discussão, após computar todos os dados estatísticos, verificou-se que não houve diferença em a artroplastia parcial ou total de quadril quanto a perda sanguínea, necessidade de transfusão sanguínea, tempo de hospitalização, reoperações, mortalidade, infecção da prótese, fratura periprotética e mortalidade perioperatória. A principal diferença encontrada é que os médicos preferem utilizar a cimentação quando realizam a artroplastia parcial do quadril.